01 Agosto, 2009

Querido Ricardo,
Chega o temido dia. A partir do final do dia de hoje estarei livre de qualquer sentimento pela sua pessoa, impelida de voltar atras das decisoes que tomei.
Seus braços nao mais me farao falta durante as noites nem sua voz sussurando levemente falsos desejos nas minhas orelhas. Gostaria de esquecer todo esse amor inventado, toda essa mentira ilimitada que me alimentou por tanto tempo.
Sem afagos apressados, sem olhares perdidos na direçao dos copos e garrafas em cima da mesa. Suma.

24 Julho, 2009

A Escolha

Ah, o amor, esse monstro. Quis tanto em minha vida...talvez ate demais. Agora que o tenho, e dividido. Sao duas pessoas, um homem e uma mulher.
Conheci ambos quase na mesma noite, na mesma mesa de bar. Que satisfaçao mais insatisfeita se serviu a mim, pobre mortal, incapaz de amar com todas as potencias a todos os seres.
Nobre como uma perola. Demoro a ser fabricada, cuidada. E quando deixo a minha ostra... sao tantas coisas pra descobrir! Satisfaçoes e instisfaçoes... Qual seria a vida de uma perola...
Dizem que perolas perdem-se facilmente nos amores, passam de maos em maos, provendo admiraçao. As perolas podem querer mais alem de serem objetos de afago e admiraçao. Nao sao apenas perolas.
Sonhos descartados em perolas, envolvidas pelas ostras. Deveria libertar todas as perolas das ostras, das algas, dos fazedores de perola mar afora. A mao que afaga e a mesma mao que estapeia. Nao se pode ser apenas um. Nem muitas, como venho sendo. O equilibrio, o ponto, tem um sentido de existirem. Utopicos, como perolas artificiais. Com aspereza, sem serem lisas em todas as partes. Sonhos de mentira.
Esses horarios que correm dentro de mim, esses sistemas que me afetam. Vontade de sumir, de extirpar a dor como se fosse uma plantinha pequena, fragil, que acabou de brotar.
Mas somos humanos...
Escrevo um texto, leio outro, posto aquele, percebo a sinceridade do outro. Acabo abandonando esse blog a cada post... mas continua sendo o blog que eu posto de vez em nunca oq esta guardado no meu caderno de textos. Nus, crus, verdadeiros. Se fosse diferente, nao seria um blog sem autor identificado. Talvez algum dia seja...

15 Maio, 2009

As saudades estao que nao aguentam mais no peito Preciso amar, preciso ser amada Sede de voce Sede do mundo Vontade de respirar tudo para dentro de mim...

13 Abril, 2009

Quis tanto, e com uma força astronomica... voce nao faz idéia. Quando finalmente conheci o meu desejo, me espantei. Pra onde foi tudo aquilo...eu só consigo ver agora. E continuo descobrindo os cantos pra onde soprei meus desejos... A única coisa que tenho certeza, é de que eram puros. Mesmo.

21 Março, 2009

Ah, o amor. Esse sentimento puro que nos faz perder o sentido, esquecer dos objetivos, adiar planos... tudo em busca de uma felicidade dupla, compartilhada. O sonho, a vontade de dividir, as sensações. São tantas e tão boas... até mesmo uma briga é diferente quando a gente ama. A raiva dá vazão ao amor pleno e rápido, intenso, a vontade de se fazer compreendido e em pouco tempo depois ver que foi uma tolice. Qual era mesmo o motivo da briga? Ah, deixa pra lá... não importa. O que importa é que agora estamos bem, nos amamos, resolvemos aquilo - ás vezes não, mas contornamos o problema e deixamos o amor vencer e passar por cima disso. Vamos passando por cima de tantos problemas e percebemos como eram bobagens. Essa vontade louca que tem o ego humano da vaidade, essa fome que precisa ser controlada e domada. Faz sentido isso tudo?